Com aparência semelhante à de óculos convencionais, os óculos inteligentes têm recursos como câmera, microfone, alto-falante e conexão com o celular, além de funções de inteligência artificial.
Na cabine de votação, porém, dispositivos capazes de registrar, transmitir ou divulgar a escolha do eleitor são proibidos. O desafio é identificar esses equipamentos, que podem ser muito parecidos com óculos comuns.
Segundo o técnico em óptica Fagner Tony Barbosa, entrevistado pela Rede Vanguarda em Taubaté (SP), três detalhes podem ajudar a diferenciar os óculos inteligentes de modelos convencionais:
- 📷 Câmera na parte frontal: no modelo apresentado pelo técnico, a câmera fica localizada no lado esquerdo da armação.
- 🔎 Sensor no lado oposto: há um sensor instalado na parte frontal direita do equipamento.
- 👓 Hastes mais largas: as hastes são mais espessas do que as de um óculos convencional porque concentram os componentes eletrônicos do dispositivo.
🔎 Óculos inteligentes são modelos com lentes de grau ou de sol equipados com câmeras, microfones e alto-falantes e capazes até de publicar conteúdo diretamente nas redes sociais. Embora não sejam citados nominalmente nas regras do TSE, esses dispositivos se enquadram na proibição de portar, na cabine de votação, qualquer instrumento que possa comprometer o sigilo do voto.
O que os óculos podem fazer?
De acordo com o técnico, os equipamentos funcionam como uma espécie de extensão do smartphone.
Eles podem permitir que o usuário tire fotos, grave vídeos, faça interações por comando de voz, obtenha informações e até utilize recursos de localização, dependendo do modelo.
E na cabine de votação?
Embora os óculos inteligentes não apareçam nominalmente na lista de equipamentos proibidos, a regra eleitoral alcança qualquer dispositivo capaz de comprometer o sigilo do voto.
O TSE orienta que celulares, máquinas fotográficas, filmadoras e outros instrumentos com essa capacidade não sejam levados para a cabine.
Imagem gerada por IA
