Nathalia Gadelha Filgueiras, de 20 anos, era a copilota do jato particular que caiu na Flórida no domingo (1/11), deixando nove mortos, conforme confirmado pela CBS News, parceira de mídia da BBC.
Segundo reportagem, Nathalia era filha de brasileiros. Ela pilotava aviões desde antes de saber dirigir um carro, tendo obtido sua licença de piloto aos 17 anos.
Nathalia acumulava mais de 1,3 mil horas de voo quando o jato particular caiu em uma área residencial na cidade de Greenacres, segundo relatos da imprensa americana.
“Mayday, mayday”, disse ela, em uma gravação desesperada das comunicações com o controle de tráfego aéreo. “Vamos colidir contra o solo, 722 Bravo Delta.”
“Mayday” é um sinal internacional de pedido de socorro por rádio usado em situações de risco iminente.
Minutos antes, ela havia informado que estavam lidando com a formação de gelo e que havia turbulência moderada. “Agora estamos entrando em uma zona de precipitação”, acrescentou, solicitando permissão para subir.
Em seguida, a aeronave começou a cair em alta velocidade. Na gravação, é possível ouvir Nathalia dizer que o avião estava descendo, em determinado momento, a “10 mil pés por minuto” (cerca de 3 mil metros por minuto).
Em seguida, a copilota declarou uma emergência. “Estamos em uma situação de excesso de velocidade e descendo a 20 mil pés por minuto”, grita ela.
O Itamaraty ainda não foi procurado pela família até o momento e afirmou à BBC News Brasil que “permanece à disposição para prestar a assistência consular devida, caso solicitada”.
Já o NTSB (Conselho Nacional de Segurança nos Transportes, na sigla em inglês), agência responsável por investigar acidentes de aviação civil nos EUA, ainda não divulgou o nome de nenhuma vítima até o momento.
Uma entrevista coletiva foi concedida na tarde desta segunda, mas não houve informações sobre a identidade das pessoas a bordo.
O avião havia decolado de Austin, no Texas, e seguia para as Bahamas, informou a Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) em comunicado.
O acidente aconteceu a cerca de 14 km de Mar-a-Lago, resort do presidente Donald Trump no condado de Palm Beach, por volta das 14h50 em Brasília (12h50 no horário local).
Naquela manhã de domingo, Trump estava em Mar-a-Lago. Ele deixou o local no avião presidencial, o Air Force One, cerca de uma hora antes do acidente, decolando de um aeroporto próximo.
Os dois tripulantes e os sete passageiros que estavam a bordo morreram, e um homem que estava nas proximidades sofreu um ferimento na perna em decorrência do acidente.
