A união do grupo e o orgulho nacional impulsionaram a Venezuela à conquista inédita da Copa do Mundo de Beisebol, após vitória por 3 a 2 sobre os Estados Unidos, na terça-feira (17).
O triunfo foi definido na nona entrada, quando Eugenio Suárez anotou a corrida da virada com uma rebatida dupla decisiva. No montinho, os arremessadores venezuelanos limitaram o poderoso ataque americano a poucos acertos, garantindo o título histórico.
“Não somos apenas companheiros de equipe, somos uma família”, afirmou Suárez após a partida. “Jogamos com paixão e amor porque sentimos a camisa e o nosso país.”
A campanha venezuelana foi marcada por viradas importantes. A equipe eliminou o Japão, atual campeão, nas quartas de final, superou a Itália na semifinal e, por fim, derrotou os Estados Unidos diante de um estádio majoritariamente favorável em Miami.
Durante a cerimônia de premiação, o técnico Omar López destacou o impacto da conquista. “Nosso país vai celebrar por cerca de uma semana”, disse. Ele também revelou que a comissão técnica estudou o adversário até a madrugada antes da decisão.
O jogo teve momentos de tensão. A Venezuela abriu 2 a 0, mas viu Bryce Harper empatar para os EUA com um home run de duas corridas na oitava entrada. A reação, porém, foi imediata: Suárez garantiu a vantagem na sequência, e Daniel Palencia fechou a partida sem sustos.
Do lado americano, a derrota amplia a frustração recente: a equipe chega ao segundo vice-campeonato consecutivo, após também perder a final de 2023.
Eleito MVP do torneio, Maikel Garcia destacou o significado do título. “Tenho orgulho deste grupo e de representar milhões de venezuelanos. Agora, quando fizerem um ranking do beisebol, a Venezuela é número um”, afirmou.
