Lívia Berthoud, de 23 anos, havia obtido uma medida protetiva contra o ex-companheiro após episódios de violência doméstica. Segundo a Polícia Civil, ele não aceitava o fim do relacionamento e foi preso em flagrante por feminicídio. Como estava machucado, o homem foi internado e está sob escolta no hospital.
A estudante de Direito Lívia Berthoud, de 23 anos, morta a tiros na manhã desta segunda-feira (10), em Pindamonhangaba (SP), tinha uma medida protetiva contra o ex-namorado, apontado pela Polícia Civil como principal suspeito do crime.
Segundo o boletim de ocorrência, a jovem já havia procurado a polícia por episódios de violência doméstica e havia conseguido uma medida protetiva contra Carlos Eduardo Barbosa Vieira Leite, de 25 anos. Familiares também relataram aos policiais que ele não aceitava o fim do relacionamento e já havia feito ameaças de morte contra a vítima.
Carlos Eduardo foi preso em flagrante pelos crimes de feminicídio e descumprimento de medida protetiva. Após o crime, ele foi encontrado ferido em um apartamento em Pindamonhangaba, depois de, segundo a investigação, tentar tirar a própria vida. O suspeito foi socorrido e permanece internado sob escolta policial, sem condições de prestar depoimento.
Segundo o boletim de ocorrência, policiais encontraram o nome de Lívia escrito com sangue em um espelho do apartamento do suspeito. Para a Polícia Civil, o vestígio reforça a hipótese de que o ex-namorado tenha sido o autor do feminicídio.
