O feijão sempre esteve na base da alimentação do brasileiro — antes mesmo de o território se tornar Brasil.
Já era consumido pelos nativos antes mesmo da chegada dos colonizadores europeus, lembra a gastrônoma e historiadora Camila Landi.
Os povos originários costumavam comer feijão combinando-o com farinha de mandioca, aponta ela, que é professora e coordenadora do curso de Tecnologia em Gastronomia da Universidade Presbiteriana Mackenzie.
Até os anos 1960, eram muitas as variedades que coexistiam e dividiam as preferências, tanto dos produtores quanto dos consumidores.
No Estado de São Paulo, por exemplo, eram comuns os feijões bico-de-ouro, rosinha, jalo, chumbinho, manteiga, mulatinho e roxinho.
Desde os anos 1970, contudo, há um tipo que é preponderante no prato do brasileiro: o feijão-carioca, ou o feijão-carioquinha. Trata-se de um grão marrom claro, rajado com manchas mais escuras.
Hoje ele é consumido por 60% dos brasileiros, de acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
O sucesso do feijão carioquinha é produto do trabalho da ciência brasileira, desenvolvido a partir de uma mutação que surgiu espontaneamente em uma plantação no interior de São Paulo.
